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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Confira dicas para planejar corretamente móveis sob medida



Júnia Leticia
 - Estado de Minas
Publicação: 02/10/2011 13:58 Atualização:
 (Eduardo Almeida/RA Studio)
- As peças mais procuradas para compor o espaço são armários, bancadas, tampos de mesa e sofás e, por isso, mais fáceis de ser planejadas por profissionais e lojas especializadas.

- Cada ambiente vai pedir um tipo de mobiliário, de acordo com a função que cada pessoa confere ao espaço. Alguns precisam de uma sala de estar com muitos assentos, outras preferem receber em espaços mais íntimos, como a sala de TV ou a mesmo a cozinha.

- O quarto de hóspedes, se o morador de fato não costuma receber esse tipo de visita com frequência, pode ser feito com um sofá-cama colocado no escritório da casa.

- É preciso considerar o efeito desejado. Um ambiente leve se faz com poucos móveis e cores claras. Um espaço alegre pede a presença de cores quentes. Aconchego vem de madeira, tapetes, cortinas e almofadas.

- Uma boa dica para quem quer acertar na composição é investir nas cores neutras e na menor variação possível de materiais, deixando o toque final (que pode ser um colorido ou um realce do tom sobre tom) para os detalhes, como os adornos, ou para uma ou outra peça em material diferenciado e contrastante do que é usado no móvel
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Móveis na medida certa



Mobília feita por encomenda se popularizou. Praticidade é uma vantagem, mas serviço precisa ser feito por profissional qualificado



Júnia Leticia - Estado de Minas
Publicação: 03/10/2011 13:54 Atualização: 03/10/2011 14:00

Planejamento do espaço de cada item é fundamental para garantir o resultado esperado. Contratação de mão de obra especializada ajuda a evitar erros na execução (Eduardo Almeida/RA Studio)
Planejamento do espaço de cada item é fundamental para garantir o resultado esperado. Contratação de mão de obra especializada ajuda a evitar erros na execução
Com a tendência no mercado da construção civil de imóveis cada vez menores, a decoração de ambientes se transformou em uma atividade ainda mais difícil. Além disso, os consumidores estão mais exigentes, priorizando materiais de qualidade. Tais mudanças têm influenciado os negócios do setor moveleiro, que busca a diversificação de matérias-primas e apresenta um crescimento acelerado da demanda por móveis sob medida.


A designer de ambientes Fernanda Berni reconhece que a grande oferta de apartamentos cada vez menores tem incentivado o crescimento da procura por esse tipo de mobiliário. “A demanda por móveis sob medida vem crescendo muito nos últimos anos”, afirma.


Por ser produzido nas dimensões adequadas e com desenho exclusivo para as necessidades dos moradores em um determinado ambiente, as opções sob medida permitem melhor utilização dos espaços, como explica a arquiteta Giselle Madeira. “A vantagem de se optar por um móvel sob medida é a organização espacial e funcional do ambiente.” O primeiro ambiente da casa a demandar esse tipo de mobiliário foi a cozinha. A partir daí, ele invadiu outros cômodos. “Toda casa ou apartamento precisa de móveis adaptados para a cozinha em seus espaços, sob e sobre bancada. E, para um aproveitamento maior, os planejados se encaixam em mínimos espaços”, comenta Giselle.


Para a arquiteta Giselle Madeira, móveis para eletrônicos e outros itens possibilitam aproveitar os mínimos espaços da casa (Eduardo Almeida/RA Studio)
Para a arquiteta Giselle Madeira, móveis para eletrônicos e outros itens possibilitam aproveitar os mínimos espaços da casa
Mas não é só o crescimento do mercado imobiliário que oferece apartamentos nos quais centímetros quadrados valem ouro, o grande motivo para o aumento do interesse por esse tipo de mercado. Há, também, a exclusividade que cada pessoa deseja ter em casa. “Com móveis que se adaptam em seus espaços e são personalizados, com a cara do morador e as suas necessidades”, diz Giselle.


De olho nesse mercado, lojistas e fábricas começaram a disponibilizar mais opções de tamanho e acabamento, como verifica Fernanda Berni. “Algumas lojas chegam a oferecer, além das opções previstas, a possibilidade de uma medida que antes só era possível em marcenarias”, comenta.


"Algumas lojas chegam a oferecer a possibilidade de uma medida que antes só era possível em marcenarias" - Fernanda Berni, designer de ambientes
Uma dessas empresas é a Sava Móveis, que chega a produzir 850 peças por mês. De acordo com o diretor-comercial Rafael Mendes depois de escolher a peça na loja o cliente é quem determina o tamanho, o tecido e a cor. O consumidor pode, ainda, comprar o tecido de sua preferência, em uma casa especializada, e levar para a empresa revestir a peça escolhida. O objetivo de se apostar em móveis sob medida foi atender a demanda dos profissionais de decoração e do próprio mercado, conforme o diretor-administrativo e financeiro da Sava, Bruno Guerra. “As boas empresas do ramo só trabalhavam com medidas padrão. Quando precisavam de móveis personalizados, tinham de recorrer a pequenas estofarias ou marcenarias.”


OUTRO LADO 


O resultado do investimento de diversos profissionais que apostaram no segmento é proporcionar ao consumidor peças que satisfazem inteiramente as suas necessidades. “A peça foi produzida de acordo com o gosto dele e com as dimensões mais adequadas, além de ser única, exclusiva”, diz Fernanda Berni. De acordo com ela, o custo de tantas vantagens seria um preço um pouco superior e um prazo de entrega maior em comparação com os móveis padronizados.


Giselle Madeira reconhece as vantagens do sob medida, mas lembra que, justamente por serem projetados para determinados espaços, em caso de mudança, alterações de posição são inviáveis. “A desvantagem é que seu leiaute (distribuição dos móveis no ambiente) não terá muitas chances de se modificar, sendo que o móvel sob medida ficará sempre no lugar para o qual foi projetado.”

Como escolher o seu móvel sob medida



Júnia Leticia
 - Estado de Minas
Publicação: 03/10/2011 13:49 Atualização:
Para Tomaz Andrade, sócio-proprietário da Art Plan, racks, camas e armários para quartos estão entre as peças mais procuradas atualmente pelos consumidores (Eduardo Almeida/RA Studio)
Para Tomaz Andrade, sócio-proprietário da Art Plan, racks, camas e armários para quartos estão entre as peças mais procuradas atualmente pelos consumidores
Entre os móveis sob medida que têm tido grande demanda estão os racks, principalmente por causa dos novos formatos de aparelhos de televisão de tela plana. Mas há outros, como “camas, principalmente por causa do comprimento, e armários de quarto, com soluções como porta de correr ou separações diferenciadas”, explica Tomaz Andrade.

Para encomendar um móvel como esse, há mais de uma alternativa. A primeira coisa a fazer é agendar uma visita ao imóvel, na qual decoradores ou arquitetos que vão prestar o serviço aproveitam para fotografar e medir as dimensões do local onde o móvel será instalado. “Além disso, são colhidas informações como a composição do ambiente e a presença de outros móveis ou eletrodomésticos.”

Depois disso, é traçado um perfil das pessoas que vão utilizar o ambiente. Entre os itens que são levantados estão idade, o número de usuários do local, entre outros dados. “A partir daí, fazemos um projeto do ambiente completo, mesmo quando o cliente solicita apenas um móvel. Esse trabalho é apresentado em 3D ao consumidor, que, depois, pode ver o item encomendado ao vivo.”

De acordo com Fernanda Berni, o caminho mais indicado para a aquisição de um móvel sob medida é buscar, primeiro, um profissional para a criação do projeto. Pode ser um designer, decorador ou arquiteto. “Com o projeto em mãos, é feito o orçamento de sua execução e encomendado o serviço, em marcenarias ou lojas do setor. Há, também, a possibilidade de se buscar o serviço diretamente em algumas lojas, que, além de vender o produto, oferecem o projeto.”

ORIENTAÇÃO 

Para ter um móvel sob medida, Giselle Madeira diz que é importante contratar um arquiteto ou designer para conhecer o ambiente que receberá o móvel personalizado. Ele fará a medição do local. “E por meio de uma conversa, descobrirá as necessidades da casa, do ambiente e de cada família para aquele móvel planejado, assim como todos os objetos que serão colocados ali e sua função no espaço.”

Depois disso, o profissional encaminhará o projeto para o marceneiro, que fará um orçamento dentro das especificações exigidas e executará o projeto. Quanto ao preço, Giselle Madeira diz que há tabelas de associações de arquitetura e design que direcionam o valor para projetos de ambientes e de móveis.

Fonte: http://estadodeminas.lugarcerto.com.br/app/noticia/decoracao/2011/10/03/interna_decoracao,45320/como-escolher-o-seu-movel-sob-medida.shtml

Consumidores de várias classes sociais recorrem às peças sob medida



Eles estão em busca do conforto, funcionalidade e valorização dos imóveis. Profissionais ensinam a fazer o planejamento

Júnia Leticia - Estado de Minas
Publicação: 03/10/2011 13:51 Atualização:
O diretor-administrativo e financeiro da Sava, Bruno Guerra, diz que a demanda por móveis feitos sob encomenda cresceu, principalmente entre profissionais da decoração (Eduardo Almeida/RA Studio)
O diretor-administrativo e financeiro da Sava, Bruno Guerra, diz que a demanda por móveis feitos sob encomenda cresceu, principalmente entre profissionais da decoração
Assim como há móveis para todos os gostos, há públicos para as diversas opções de produtos sob medida. Basta saber o que pretende para sua casa e procurar o profissional mais adequado para realizar seus desejos. Afinal, a redução nas dimensões da mobília se popularizou. Para a designer de ambientes Fernanda Berni, a demanda por esse serviço independe da classe social. Isso porque, nos diferentes tipos de realidades, há necessidades distintas. “Enquanto um cliente de classe social mais baixa recorre aos móveis sob medida para atender uma limitação de espaço, o mais rico encomenda uma cozinha planejada para receber seus eletrodomésticos de última geração, criando verdadeiros espaços gourmet dentro de casa”, explica.
Apesar de reconhecer que a maior parte da demanda vem da classe A, Tomaz Andrade, sócio-proprietário da loja Art Plan do Minascasa, diz que também há procura da classe C pelas opções personalizadas. “Ela busca soluções para espaços menores. As pessoas passaram a perceber que é melhor fazer um projeto sob medida para quartos ou cozinha, valorizar os ambientes”, diz.
Mas, antes de decidir trabalhar somente com móveis personalizados, Tomaz investia nos modulados, aqueles que vêm prontos. Entretanto, devido às necessidades de mercado, desde 2007 mudou o foco para os planejados. “Principalmente em Belo Horizonte, não há como definir um tamanho padrão para móveis, já que há ambientes com diferentes formatos e tamanhos. Com o móvel modulado, perde-se muito espaço”, afirma.O resultado é que hoje, para atender a clientela, há várias opções disponíveis de móveis planejados, que cabem em todos os ambientes. Uma das razões para tanta diversidade é que a demanda aumentou e exigiu uma adaptação do mercado. “Antes, a maioria dos móveis sob medida era voltada para a cozinha. Hoje, já são muito comuns em salas, banheiros e quartos”, comenta Tomaz.
A diversidade de materiais também avançou muito. Se antigamente eram comuns cozinhas todas brancas, agora existem várias opções, como os materiais amadeirados, em tons claros e escuros. Segundo Tomaz, até mesmo as cores metálicas, muito usadas em puxadores, e as aplicadas em vidros podem ser escolhidas com a mesma variedade de opções que a cor de uma parede. E, para economizar na hora de mandar fazer o móvel, a escolha dos acabamentos faz uma grande diferença. “O mercado está com inúmeras possibilidades de acabamentos e cabe ao profissional ajudar na escolha daqueles com custo menor. A base dos móveis planejados mais usada é o MDF, que são chapas de fibras de madeira de média densidade”, explica a arquiteta Giselle Madeira.

ACABAMENTO 
Dentro desse tipo de acabamento, as variações mais usadas têm sido as que imitam madeira de demolição e vidros. Mais importante que optar pelos que estão sendo mais procurados é saber adequar o móvel às necessidades do cliente e do ambiente. “Quando se consegue isso, acaba sendo uma opção econômica, já que como o móvel é feito sob medida, não se perde nada em termos de material nem de espaço”, diz.Para que a demanda do consumidor seja atendida de forma eficaz e econômica, evitando-se gastos desnecessários, a sugestão da designer de interiores Fernanda Berni é considerar a necessidade real e o espaço disponível. “Depois, pesquisar. Entre tantas lojas e tantos móveis diferentes, as chances de se encontrar um já pronto que atenda o cliente é grande”, considera. Para quem já se resolveu pelo móvel sob medida, a indicação da designer é o MDF branco, que segundo ela vai bem em vários ambientes.
O preço do serviço variar conforme o grau de dificuldade de instalação, material escolhido e tamanho da peça. Com relação ao móvel, o diretor-administrativo e financeiro da Sava, Bruno Guerra, diz que normalmente o custo está dividido em 40% relacionado à matéria-prima, 40% de mão de obra e 20% de impostos e comissões. Um sofá, por exemplo, pode variar de R$ 3 mil a R$ 15 mil; uma mesa de jantar, de R$ 2 mil a R$ 10 mil; um rack, de R$ 2,5 mil a R$ 8 mil; e uma poltrona, de R$ 900 a R$ 5 mil.


Fonte: http://estadodeminas.lugarcerto.com.br/app/noticia/decoracao/2011/10/03/interna_decoracao,45321/consumidores-de-varias-classes-sociais-recorrem-as-pecas-sob-medida.shtml

Mercado de móveis tem expansão em Minas Gerais


Crescimento é impulsionado pela expansão do mercado imobiliário e aumento do poder de compra das classes C e D. A previsão é que o setor moveleiro cresça 7% até o fim de 2011, no estado. 13ª Feira Mineira de Móveis e Decoração, tradição em BH, comprova esse crescimento

Joana Gontijo - Lugar Certo
Publicação: 09/09/2011 11:40 Atualização: 09/09/2011 12:46
 (Divulgação)

O aumento do poder aquisitivo das classes C e D, com maior oferta de crédito e o sólido crescimento do setor da construção em Minas Gerais, tem refletido no aquecimento da indústria moveleira no estado, que deverá registrar crescimento de até 7% até o fim de 2011, de acordo com informações do vice-presidente executivo da Associação de Lojistas e Representantes de Minas Gerais (Alormov-MG), José Oscar Silva Pinto. Ele afirma que o mercado moveleiro por aqui faturou R$ 70 milhões somente em 2010. “Atualmente Minas Gerais é o terceiro maior mercado consumidor de móveis do Brasil e o 5º maior mercado produtor. Belo Horizonte fica em primeiro lugar no ranking de consumo do estado”, complementa.

Um dos dados que comprovam esse crescimento, é o faturamento de R$20 milhões registrado em 2010 pela tradicional Feira Mineira de Móveis e Decoração – Minas Móveis que é realizada na capital todos os anos, 18% a mais que na edição anterior, em 2009. De acordo com o diretor da MG Marketing e Êxito Marketing, empresas idealizadoras da feira, Uriel Pinheiro, foi realizado um investimento na ordem de R$ 400 mil e o evento promete movimentar aproximadamente R$ 22 milhões em vendas em sua 13ª edição (que vai até domingo no Minascentro), 10% a mais que em 2010.

De acordo com Uriel, setembro foi a data escolhida para a realização da feira, por ser um mês chave para a indústria moveleira. “As fábricas e lojas se preparam para o período conhecido como 'trimestre de ouro', que corresponde aos meses de outubro, novembro e dezembro”. Ele explica que com a chegada do fim do ano, as vendas aumentam e os lojistas chegam a faturar, em seis dias de feira, um valor correspondente a dois meses de trabalho.

Nos últimos anos, o perfil do comprador de móveis tem se modificado, contribuindo também com o crescimento do setor. “Em relação ao mercado moveleiro, no ano 2010 as classes C e D consumiram em torno de 5% a mais que no ano anterior. Já entre as classes A e B, houve um acréscimo de 2%”, destaca Uriel. “Esses consumidores têm comprado móveis com preços mais elevados. No último ano, o ticket médio de compras era de R$ 2 mil, em 2011 esse valor subiu para R$ 2,6 mil.

De acordo com o proprietário da loja Laurenzo Decor, Davidson Luiz dos Reis, a empresa registrou um faturamento 20% maior no primeiro semestre deste ano, em comparação a 2010. “No último ano, faturamos em média R$ 35 mil por mês. Nos primeiros seis meses de 2011, faturamos em torno de R$ 50 mil”. O comerciante, que participa pela primeira vez da Minas Móveis, afirma que a expectativa de faturamento durante o período de realização do evento é de R$ 170 mil. “Estamos nos baseando no ano promissor para o segmento e também no excelente resultado de uma pesquisa que realizamos com os expositores que participam da feira desde a primeira edição”, finaliza.

Com o crescimento do setor moveleiro e a aproximação do “trimestre de ouro”, período no qual são realizados 40 % dos eventos e feiras do setor, a expectativa é de que o mercado de trabalho desse segmento fique aquecido este ano. “A Feira Mineira de Móveis deve gerar em torno de mil empregos diretos e três mil empregos indiretos este ano”, avalia Uriel. Ele esclarece ainda que o evento reúne 60 expositores de todo o Brasil e espera receber aproximadamente 45 mil visitantes.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte possui aproximadamente 1,5 mil lojas de móveis. No Estado, esse valor gira em torno 3 mil. Segundo a Alormov, o setor produtivo emprega atualmente em torno de 200 mil pessoas no estado. Em virtude da crescente demanda desse segmento, principalmente no segundo semestre, o mercado de trabalho deve ser ampliado em torno de 7% , ou seja, 21 mil novas oportunidades no setor moveleiro.

De acordo com o gerente financeiro da loja Oficium Móveis e Artesanatos, Vinícius Campos, devido ao aumento da demanda de consumidores este ano, a loja ampliou em 20% o seu quadro de colaboradores efetivos. “Para a 13º Feira Mineira de Móveis e Decoração, contratamos mais dois temporários”, acrescenta.


Fonte:http://estadodeminas.lugarcerto.com.br/app/noticia/decoracao/2011/09/09/interna_decoracao,45230/mercado-de-moveis-tem-expansao-em-minas-gerais.shtml